Apenas... e mil açucenas chovem nas arenas
Onde acabaria comigo, contigo... fazendo do fogo
domado a ponte para o tudo tocado num jogo
tão inacabado como um filme de cenas esvaziado.
Apenas onde rimar o tu com o eu que em voltas e reviravoltas,
Quer tanto ser teu, que perplexo, ante o complexo reflexo do
desejo
Que aparece sem aparente nexo e é manifestado à minha frente
fazendo sentir... algo latente, tão potente que já não pede,
obriga.
Refreio, primeiro inteiro, o devaneio que se apodera de mim,
Enfim, não é fácil adivinhar o que nunca vi assim,
Ignorante, já fervilho do calor e mesmo certo do que não vejo
Peço indicação ao indicador c’o sentido no q’almejo.
Se sei seguro a violenta ternura com que quero essa loucura,
que sem mais e agora, fará dia da noite escura para nós dois,
depois, sermos
dois sóis a quem a lua castiga e não perdoa, fazendo de ti amanhã brilhante
e de mim agonizante ontem dessa boa noite boa, que me faz querer ficar à
toa.
Com mais um passo e a tua certeza,
Sentirás o doce sangue vertido nessas arenas
cravejadas das açucenas onde deitarás teu corpo nu
e onde no corropio e reviravolta da exclamação: Apenas tu!
Me entrego à mais sublime revolta de tudo o que por ser livre, se
solta.

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